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Os devaneios de Ben Platt

[tempo de leitura: 3 minutos]

Com “Reverie”, seu segundo álbum, Ben Platt consegue atingir uma vulnerabilidade ainda maior, em um projeto fenomenal.


AAos 27 anos de idade, o ator e cantor estadunidense Ben Platt vem construindo uma carreira de sucesso nesses últimos anos. O artista já atuou em alguns musicais da Broadway, como Dear Evan Hansen, ganhado alguns prêmios, além de ter sido o protagonista da série The Politician, original Netflix dirigido por Ryan Murphy.

Em meio a tantos projetos, no dia 13 de agosto de 2021, Platt lançou Reverie, o seu segundo álbum de estúdio. Como o próprio nome do disco já diz (em português, reverie significa devaneio), o cantor aborda em suas canções algumas reflexões e devaneios a respeito de sua vida.

 

REI DO MUNDO

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Capa do álbum

Com um total de 13 faixas, a música que abre Reverie é king of the world pt.1. Dividida em três partes que se complementam, a faixa está localizada no início, no meio e no fim do álbum, e juntas elas sintetizam a temática central abordada no compilado.

Ben Platt utiliza de comparações sobre o Titanic como, por exemplo, a icônica frase do Leonardo DiCaprio no longa: “Eu sou o rei do mundo!”, para falar a respeito de assuntos referentes a vida: juventude, os amores e os términos de relacionamento. “Will they know you were the king of the world? / That’s just life on the Titanic / When the days all run together / There’s a time stamp on forever / And you tried to gracefully abandon / Your youth, your love, your best years / While you’re rearranging deck chairs / That’s just life, life, life”.

Por mais que Platt tenha abordado algumas dessas temáticas em seu álbum anterior, o Sing To Me Instead, Reverie é marcado por uma fase de experimentação visto que há uma forte presença de uma batida eletrônica em algumas músicas. Um exemplo é o efeito mais robótico na voz de Ben Platt que acompanha as três partes de king of the world, algo que pode ser comparado com Taylor Swift em reputation — algo que não foi muito aceito entre os fãs, que preferem a voz do cantor mais limpa. Além disso, as faixas childhood bedroom, happy to be sad, leave my mind e dance with you acabam tendo essa influência um pouco mais eletrônica.

Outra característica do trabalho é o fato do cantor se inspirar em situações de sua vida para compor algumas músicas, como é retratado em seu especial na Netflix. Durante o show no Radio City Music Hall, Ben Platt compartilha alguns detalhes intimistas e histórias que o inspiraram para compor algumas canções do Sing To Me Instead, um traço marcante que também está presente em Reverie.

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A música happy to be sad é inspirada em seu relacionamento com o ator Noah Galvin, com quem assumiu o namoro no ano passado — em seu twitter, Ben revelou outros detalhes a respeito da música e sobre seu namoro com o ator. Em happy to be sad, Platt fala sobre estar num relacionamento e não desistir quando as coisas ficam difíceis, e mesmo que haja alguns momentos tristes e de saudades ele se sente feliz por perceber que todos seus sentimentos são reais. Ele observa que, se não sentisse nada, algo estaria errado.

Sem sombra de dúvidas, a faixa dark times é uma das mais intimistas e profundas de todo álbum. A música fala dos amores e algumas decepções na vida de Ben Platt ao longo dos últimos anos. Aos 13 anos, ele fala sobre um garoto de sua escola e o medo que tinham do que as pessoas poderiam supor. Já aos 18 anos, ele se apaixona e acredita ter encontrado a pessoal ideal para sua vida, mas as coisas não saem como ele tinha sonhado. E agora, aos 27 anos, Ben consegue perceber que todas essas histórias e cicatrizes fazem parte de sua vida, de sua jornada.: “We’re 27 now / Don’t have it figured out / But at least no one can say we haven’t grown / Scars turn to memories / They keep us company / But it’s nice to know we’re not in this alone”.

Assim como em se trabalho anterior, Ben Platt entrega um trabalho fenomenal em Reverie. Trazendo uma experimentação em seu segundo álbum de estúdio, o artista tem uma singularidade própria para falar sobre sentimentos corriqueiros da vida, como os amores e decepções, sendo capaz de encantar e emocionar a todos.

bruna curi

tem 20 anos, é estudante de Jornalismo, mineira, capricorniana e blogueira nas horas vagas. apaixonada por Livros, Filmes e Séries. gosta de escrever, é uma de suas maiores paixões.

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