fbpx

Turma da Mônica se tornou um fenômeno cultural brasileiro para inúmeras crianças e adolescentes, graças a sensibilidade de Mauricio de Souza.

Se você é jovem, é praticamente certo afirmar que a Turma da Mônica fez parte da sua infância de alguma forma. E mesmo que você já tenha alguns anos de idade a mais que o necessário para que tenha conhecido a turminha quando era criança, os personagens com certeza não lhe são estranhos. Criados por Maurício de Sousa, os primeiros personagens que viriam a fazer parte da famosa turma do Bairro do Limoeiro (mais especificamente Bidu e Franjinha) foram criados em 1959. Entre os anos 1960 e 1963, as histórias começaram a ganhar a identidade atual, tendo Mônica e Cebolinha como protagonistas.

As primeiras tirinhas de Maurício eram publicadas no antigo Jornal da Manhã. Com o tempo, os personagens foram se desenvolvendo e saltaram para as páginas da revistinha Mônica e sua Turma, que teve sua primeira edição publicada em 1970.

O sucesso das histórias rapidamente fez com que os quadrinhos começassem a competir nas bancas com títulos estrangeiros como Pato Donald, Zé Carioca e Luluzinha. Com isso, outros personagens logo ganharam suas próprias revistas também. O primeiro deles foi Cebolinha, em 1973, seguido por Cascão e Chico Bento, ambos em 1982, e por fim, em 1989, a comilona Magali.

Além dos moradores do Bairro do Limoeiro, que são os integrantes da Turma da Mônica, várias outras turmas fazem parte do mesmo universo, como a Turma do Chico Bento, do Bidu, do Horácio, do Penadinho, da Tina, do Piteco, do Astronauta e até mesmo a Turma do Ronaldinho Gaúcho, criada para homenagear o famoso jogador de futebol. Mas as páginas dos quadrinhos não foram suficientes.

Ao longo dos mais de 50 anos de existência, Mônica e seus amigos já ganharam série de animação (considerada a primeira feita no Brasil), longas-metragens animados, peças de teatro, CDs de músicas infantis, DVDs, videogames, jogos, produtos personalizados, lojas e até mesmo um parque temático. Além dos gibis, que são comercializados em 40 países em 14 idiomas diferentes. Mas o que a Turma da Mônica nunca teve, foi um live-action. Até agora.

 

Laços

Recentemente, a Maurício de Sousa Produções anunciou que pela primeira vez, Mônica, Cebolinha, Cascão, Magali e outros personagens serão interpretados por crianças de verdade. Os atores Giulia Barreto (9 anos), Kevin Vechiatto (11 anos), Gabriel Moreira (9 anos) e Laura Rauseo (9 anos) foram escolhidos após uma série de testes e apresentados para o público em um vídeo que mostra Maurício e sua filha Mônica dando a eles a notícia de que ganharam os papéis.

Cascão (Gabriel), Cebolinha (Kevin), Mônica (Giulia) e Laura (Magali) ao lado de Maurício de Souza e sua filha, Mônica

A estreia do longa estrelado pela turma está prevista para julho do ano que vem e será comandado por Daniel Rezende, responsável por Bingo: O Rei das Manhãs (2017), filme brasileiro que é candidato ao Oscar 2018, além de ter trabalhado como editor em filmes como A Árvore da Vida (2011), Ensaio sobre a Cegueira (2008) e Cidade de Deus (2003), que lhe rendeu uma indicação ao Oscar da categoria.

Os irmãos Caffagi fizeram um trabalho impecável na concepção do personagens, assegurando-lhes roupagens modernas que remetem claramente as vestimentas clássicas dos quadrinhos originais

O filme será baseado na graphic novel Turma da Mônica: Laços. A obra faz parte do projeto Graphic MSP, que traz releituras dos personagens de Maurício de Sousa sob a visão de artistas brasileiros com diferentes estilos. Os irmãos Vitor e Lu Cafaggi foram os responsáveis pela história e pelos desenhos. Com traços muito mais finos e minimalistas que os originais, o livro publicado em 2013 traz uma versão mais delicada e sensível dos personagens, que se estende aos aspectos narrativos em uma história tão tocante quanto os desenhos.

Inspirado em filmes infanto-juvenis dos anos 80, como Os Goonies (1985) e Conta Comigo (1986), Laços adaptará a aventura de Mônica e seus amigos para encontrar Floquinho, o cachorro do Cebolinha, que desapareceu. A trama tem um clima de mistério e de saudosismo, fazendo menção a antigas historinhas e a experiências de vida do próprio Maurício de Sousa, como uma homenagem a vida e trabalho do autor.

Com o sucesso recente de produções que resgatam o clima oitentista, como a série de TV Stranger Things (2016) e o remake do filme de It – A Coisa (2017), a adaptação cinematográfica de Laços tem tudo para conquistar crianças de todas as idades. Inclusive as que já cresceram, mas não perderam o amor por Mônica e sua turma.


Compartilhe

Twitter
Facebook
WhatsApp
Telegram
LinkedIn
Pocket
relacionados

outras matérias da revista

Música
Vitória C. Rocho

Imagine Dragons cada vez mais longe de suas origens

Imagine Dragons lança seu novo álbum, “Origins”, antes mesmo de terminar a turnê do álbum anterior, entregando um “parente próximo” do antecessor. No terceiro single que precedeu o álbum, Dan Reynolds canta em um refrão forte e desafiador “Eu estive me perguntando quando você vai ver que eu não estou pra venda / Eu estive me questionando quando você vai ver que eu não uma parte da sua máquina”. Bem, Dan, parece que vocês fazem parte do sistema, sim. Imagine Dragons teve um crescimento explosivo e pouco visto nas bandas atuais, surpreendendo ainda mais ao se manter tanto tempo nas

Leia a matéria »
Back To Top