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"Por Lugares Incríveis" aborda a temática do luto e dos desafios do auto-conhecimento com um filme cheio de personalidade, emoção e sensibilidade.

“Por Lugares Incríveis” aborda a temática do luto e dos desafios do auto-conhecimento com um filme cheio de individualidade, emoção e sensibilidade.


NNo final de fevereiro, chegou ao catálogo da Netflix o filme Por Lugares Incríveis, estrelado por Elle Fanning, Justice SmithAlexandra Shipp Luke Wilson. Trata-se de uma adaptação literária baseada no best-seller escrito pela autora Jennifer Niven.

A trama do filme gira em torno dos adolescentes Violet Markey (Elle Fanning) e Theodore Finch (Justice Smith), que se conheceram numa situação bastante complicada e, até mesmo, um pouco “pesada” para alguns dos telespectadores. Inclusive, esse primeiro contato entre os personagens já estabelece algumas questões interessantes que serão abordadas ao longo do filme.

Após o primeiro encontro, Theodore fica intrigado com Violet e, para conhecê-la melhor, decide a chamar para ser sua dupla no trabalho de geografia, que consiste em fazer uma apresentação sobre os lugares incríveis de Indiana. Inicialmente, Violet recusa o convite – desde a morte de sua irmã mais velha ela anda um pouco reclusa, sem querer sair com seus amigos e evitando fazer trabalhos escolares junto de outros alunos. Contudo, nesse caso específico Violet se vê obrigada a aceitar a proposta de Theodore.

https://www.youtube.com/watch?v=tdwLRHGQVG8

 

Ao longo de Por Lugares Incríveis, enquanto Violet e Theodore precisam descobrir e percorrer por alguns lugares de Indiana, o público tem a oportunidade de conhecer os personagens. Violet, aos poucos, vai revelando o motivo da morte de sua irmã, além de começar a se soltar um pouco mais. E apesar do jeito alegre e extrovertido de Theodore, podendo ser considerado “estranho” em alguns momentos, fica evidente que o personagem enfrenta alguns problemas.

Uma das pautas discutidas no filme é a respeito da saúde mental, que é retratada através dos personagens. No início do longa, Violet está sofrendo tanto pela morte de sua irmã que acaba subindo na beira de uma ponte, como se estivesse considerando a ideia de pular. Além disso, temos Theodore que enfrenta alguns problemas ligados à depressão, de maneira que alguns dias são mais complicados do que outros. E ao contrário de Violet, que expõe sua dor para o mundo, Finch esconde os seus sentimentos através de piadinhas e das frases marcantes de Virginia Woolf. É com muita delicadeza que Por Lugares Incríveis consegue gerar uma discussão sobre saúde mental, depressão e suicídio.

Elle Fanning e Justice Smith

Um dos pontos positivos do filme é a performance dos atores Elle Fanning e Justice Smith que, além de terem uma ótima química em tela, conseguem emocionar o público ao retratar a história de seus personagens, ambos emocionalmente vulneráveis.

Além disso, Por Lugares Incríveis conta com uma fotografia muito bonita, ressaltando a beleza natural do cenário. A trilha sonora também é outro ganho para a película, uma vez que se encaixa muito bem com os momentos em que está inserida, ressaltando o caráter dramático de algumas cenas.

Vale dizer que o filme apresenta uma narrativa semelhante a de outros filmes do “gênero”, como A Culpa é das Estrelas (2014) e  A Cinco Passos de Você (2019), podendo soar em alguns momento um pouco previsível, mas isso não torna Por Lugares Incríveis menos emocionante.

Sobretudo, Por Lugares Incríveis é um filme envolvente, muito emocionante, capaz de arrancar lágrimas de algumas pessoas. O longa encontra sua própria identidade em como retratar uma história que fala sobre perda, a forma de lidar com o luto e a jornada para você encontrar a si mesmo em meio de tanta bagunça e problemas.

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