fbpx
Mais uma vez, "La Casa de Papel" desperta emoções intensas no público e deixa seu público ansioso pelo fim definitivo da história.

Mais uma vez, “La Casa de Papel” desperta emoções intensas no público e deixa seu público ansioso pelo fim definitivo da história.


Nota da Colab: o texto contém spoilers.

 

AAo som de Bella Ciao, com os macacões vermelhos e máscaras de Dalí, a quadrilha mais querida da Espanha está de volta. Depois de meses de espera,a Parte 3 de La Casa de Papel finalmente chegou à Netflix, fazendo o que a trama faz de melhor: deixar o telespectador à beira de um ataque de nervos.

https://www.youtube.com/watch?v=VaqMTLNhSvM

Após o triunfo no assalto à Casa da Moeda espanhola, os protagonistas se separaram em duplas e se abrigaram em países distintos, sem nenhum contato entre si. No entanto, após uma decisão impulsiva de Tóquio (Úrsula Corberó) – sempre ela… –, Rio (Miguel Herrán) é preso e o grupo se reúne novamente para orquestrar o resgate, mas não sem desafiar o governo.

O plano, que não é tão perfeito quanto o anterior, conta com a participação de novos personagens, como Bogotá (Hovik Keuchkerian) e Palermo (Rodrigo de la Serna). Este último, amigo de longa data do Professor (Álvaro Morte) e de Berlim (Pedro Alonso). O antigo líder dos assaltantes, que, ao final da segunda temporada é morto para que os outros consigam fugir, aparece nos flashbacks, mostrando como tudo foi orquestrado e revelando detalhes da relação dos irmãos antes do grande assalto. Amado por alguns e odiado por outros, a participação deu o que falar entre o público.

Desta vez, o assalto acontece no Banco da Espanha, e além de muito ouro, a intenção da quadrilha é recuperar Rio, contando, mais uma vez, com o apoio da sociedade, que os defende como justiceiros. O plano não é milimetricamente pensado como o anterior, uma vez que teve que ser executado às pressas por causa do resgate, e funciona perfeitamente apenas na teoria. Na prática, a tensão do grupo e os imprevistos acabam por dificultar sua ação.

Com uma trama mais madura e centrada, a temporada deixa o público com os nervos à flor da pele. Mostrando o grupo mais unido, aprofundando e desenvolvendo melhor os personagens, La Casa de Papel tem um ritmo intenso e instigante, tira do Professor o controle e tem grandes reviravoltas.

Nos novos episódios, personagens que antes não tinham tanto espaço, como Helsinque (Darko Peric), Raquel Murillo (Itziar Ituño), agora Lisboa, e o casal Denver (Jaime Lorente) e Mônica, que se tornou Estocolmo (Esther Acebo), ganham mais detalhes e tem suas personalidades melhor trabalhadas. Ainda, eles têm relações mais humanas e se comportam como uma família, o que confere aos capítulos uma carga dramática ainda maior.

Contudo, dentre todos os personagens de La Casa de Papel, Nairóbi (Alba Flores) é, novamente, o destaque. Se impondo ainda mais, mostrando sua ambição e capacidade de liderar, tudo sem perder a sensibilidade, ela é uma das personagens mais bem construídos. O protagonismo feminino, inclusive, fica ainda mais evidente nesta temporada do que nas anteriores.

Quem também chama a atenção e desperta o ódio do público é a Inspetora Alicia Sierra (Najwa Nimri), uma verdadeira incógnita, apontada por algumas teorias como sendo Tatiana, a ex-namorada de Berlim. Essa é uma questão que, provavelmente, será resolvida apenas na próxima temporada, que já está sendo gravada, mas ainda não tem data de estreia. Mas com a sua Parte 3, La Casa de Papel desperta, mais uma vez, emoções intensas no público e nos deixa ansiosos pelos próximos episódios, que podem trazer o fim definitivo da história.

Compartilhe

Twitter
Facebook
WhatsApp
Telegram
LinkedIn
Pocket
relacionados

outras matérias da revista

Filmes
Rafael Bonanno

Um herói digno de ser super

“Shazam!” é um divertido filme de super-herói de fórmula mais refrescante, cuja trama foca na ideia de estarmos sempre em um processo de aprendizagem. Você se transforma ao dizer “Shazam!”   O que é a dignidade humana? Pensar que há um único exemplo de ser humano ideal é tão antiquado quanto limitado. As grandes mitologias que criamos, no entanto, sempre buscaram expandir a concepção idealizada da dignidade humana por meio de virtudes e qualidades inerentes ao ser. Essa reflexão me tomou por completo logo no começo da projeção de Shazam!, quando presenciamos o encontro sobrenatural do jovem Thaddeus Sivana (Mark

Leia a matéria »
Back To Top