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O Retorno De Dragon Ball Para A TV Brasileira

O retorno de Dragon Ball para a TV brasileira

Dois anos após estrear no Japão, Dragon Ball Super finalmente chegou à televisão brasileira, com as novas aventuras de Goku e seus amigos. Disponível no serviço de streaming Crunchyroll há alguns meses, o anime desta vez, estreou na TV pelo canal pago Cartoon Network com o elenco de dublagem original da versão brasileira.

Os rumores de que Super seria dublado surgiram em maio, mas só no final de julho é que veio a confirmação. O dublador de Goku, Wendel Bezerra, publicou em seu canal no YouTube um vídeo celebrando a volta do anime e junto da colega Tania Gaidarji, responsável por dublar Bulma, contou alguns detalhes da dublagem da série.

Entre os assuntos mais comentados no Twitter, a estreia aconteceu no primeiro sábado de agosto com um especial de duas horas, em que os cinco primeiros episódios foram ao ar no final da tarde e reprisados à noite. Na semana seguinte teve inicio a exibição regular, que acontece de segunda a sexta, ás 15h30, com reprise às 23h. Além disso, o canal transmite uma compilação dos episódios aos sábados, às 23h.

Segundo divulgação da Turner, empresa que controla Cartoon Network, Dragon Ball Super bateu recorde de audiência em sua estreia na TV brasileira. Somando 3.37% de audiência da TV fechada, o anime fez com que o canal fosse o segundo mais assistindo. Parece que o sucesso de público agradou a diretoria do canal a cabo que, ao que tudo indica, transmitirá também Dragon Ball Kai: Capítulo Final (Saga Boo). A estreia está prevista para o dia 4 de setembro, às 15h, com reprise às 23h30, fazendo “dobradinha” com Dragon Ball Super nas tardes e noites de segunda a sexta.

A nova saga está sendo exibida no Japão desde julho de 2015 na Fuji TV. Produzido pela Toei Animation, é a primeira série da franquia desde Dragon Ball GT, que foi ao ar entre 1996 e 1997. Ao contrário do último, o Super tem participação ativa de Akira Toriyama, criador do universo Dragon Ball, na produção da história e design dos personagens.

O anime é a continuação oficial de Dragon Ball Z, após a saga Majin Boo, antes do último episódio, e reconta os acontecimentos dos dois últimos filmes Dragon Ball Z: A Batalha dos Deuses e O Renascimento de Freeza.

Da segunda etapa em diante, a série segue enredo original sobre a exploração de outros universos e o ressurgimento de Trunks do Futuro sob a ameaça de um novo inimigo conhecido como Goku Black. Um Kaio-shin do Universo 10 chamado Zamasu, que rouba o corpo de Goku em um tempo diferente e o usa como parte de seu plano para alcançar a imortalidade, além de destruir todos os mortais.

Mais tarde, com a Terra em período de paz, Zeno, o rei de todos os universos, decide realizar o Torneio do Poder para decidir o destino dos múltiplos universos. Os Guerreiros Z e Freeza se unem como representantes do Universo 7. Se perderem, seu universo inteiro será destruído. Intitulada de Sobrevivência do Universo, essa é a atual saga de Dragon Ball Super, que, recentemente, fez em seu 100º episódio uma referência direta ao filme Os Vingadores (2012).

Os episódios do anime estão sendo lançados, junto de algumas correções de animação, em conjuntos de Blu-ray e DVDs japoneses, com 12 episódios cada, desde dezembro. Em julho deste ano foi lançado o primeiro box set ocidental constituído de 13 episódios. No Brasil, ainda não há previsão de lançamento.

 

Na TV Aberta

Os fãs da obra de Akira Toriyama também podem acompanhar uma de suas animações na TV aberta. O canal Rede Brasil, com vários sinais pelo país e disponível nas operadoras de TV por assinatura, exibe Os Cavaleiros do Zodíaco e Dragon Ball Z, diariamente, um após o outro, das 20h às 21h.

Em fevereiro deste ano, a Rede Brasil decidiu voltar ao início à história dos dois animes que eram transmitidos no canal desde outubro de 2016. A decisão revoltou os fãs e gerou muitas críticas ao canal de televisão nas redes sociais. Atualmente, Dragon Ball Z está sendo exibido na saga Androides e Cell; e Cavaleiros do Zodíaco na saga Os Cavaleiros Negros.

 

Dragon Ball Fighter Z

Em julho veio a divulgação de mais detalhes do game Dragon Ball Fighter Z, previsto para ser lançado no início de 2018. A Bandai Namco, produtora do jogo, anunciou que Piccolo e Kulilin se juntarão a Goku, Vegeta, Gohan com 12 anos, Cell, Freeza, Majin Buu e Trunks do Futuro como lutadores do game.

Dragon Ball Fighter Z surgiu pela primeira vez na Electronic Entertainment Expo – E3 2017. Visualmente, o novo jogo tem uma arte altamente fiel à série animada de Akira Toriyama e a “estrutura de jogo” é muito parecida com o clássico Marvel VS. Capcom. O game deve chegar às lojas no primeiro trimestre de 2018 para PlayStation 4, Xbox One e PCs.


No Japão

Além de sua exibição dominical nas manhãs japonesas, Dragon Ball Super terá ainda esse ano um especial de uma hora no dia 8 de outubro. O mesmo acontecerá com One Piece, no dia primeiro do mesmo mês. Alguns sites publicaram que a informação, que veio de um tweet da Yonkou Productions, trata-se de um crossover dos dois animes.

Os rumores dizem que serão dois episódios, sem conexão com a narrativa principal dos animes, exibidos em especial de uma hora ou um capítulo por semana. Se confirmado, imagens promocionais devem ser divulgadas em breve. A última vez que Goku e Luffy estiveram juntos foi no crossover Toriko vs One Piece vs Dragon Ball Z, em uma competição que envolvia personagens dos três animes. Os dois protagonistas se encontram também no game de luta J-Stars Victory VS.

 

Opinião

Quando a franquia Dragon Ball chegou ao Brasil, em 1996, já era sucesso mundial e por aqui a recepção não poderia ser diferente. Sensação entre os mais jovens, suas séries de anime foram transmitidas nos principais canais de TV aberta do país, brinquedos e demais produtos licenciados foram vendidos aos milhares, além de seus mangás, os mais vendidos em terras tupiniquins, encontrados em bancas e livrarias até hoje.

A última história inédita de Goku e seus amigos, nos canais brasileiros, foi ao ar em 2002 com Dragon Ball GT. Desde então o anime dava-se por encerrado e surgia vez ou outra em filmes. Todos estavam conformados com o fim das aventuras do saiyajin. O anuncio de uma nova série era inesperado e, talvez, por isso, sua confirmação foi um boom na internet.

Dragon Ball Super, de maneira geral, está tendo boa receptividade no Japão, Brasil e demais países. É fato que no inicio a animação, produzida pela Toei Animation, deixou muito a desejar. O trágico episódio 5 fala por si só. Parece que até Akira Toriyama criticou. “Teve um momento que Dragon Ball se tornou uma coisa do passado para mim mas, depois disso, eu me irritei com o filme live-action e reescrevi o roteiro inteiro e agora estou criticando a qualidade do novo anime para TV. Parece que Dragon Ball cresceu tanto dentro de mim que eu não consigo deixar pra lá”, teria dito ele em entrevista a revista V-Jump, em janeiro do ano passado.

Sem demais delongas, vamos ao que importa.

O Super faz jus a franquia e não significa seu fracasso. É importante observar que a atual série tem diferenças de suas antecessoras, mas isso deve-se as circunstâncias do mundo atual. As características clássicas de Dragon Ball estão lá, o que mudou foi sua recepção, a maneira como é assistido e comentado.

Quando o primeiro anime de Goku estreou na Terra do Sol Nascente, em 1986, se assistia apenas na TV ou meses depois em fitas VHS. Os comentários restringiam-se as pessoas do seu cotidiano, não existiam fóruns da internet e redes sociais. No Brasil, dez anos depois, a maneira de consumir o anime era a mesma.

A internet mudou nossas vidas em diversos aspectos, isso é inquestionável, dentre eles a maneira como consumimos material audiovisual. As possibilidades de assistir um episódio de anime hoje são inúmeras, vão da plataforma de transmissão as muitas maneiras de expressar reações na web.

Os comentários na rede são muitos, mas o anime de Toriyama ainda é o mesmo. Os personagens, as batalhas e os furos no enredo são característicos da obra de Akira; conhecido por esquecer dos detalhes e até mesmo de personagens. Dragon Ball Super traz as novas aventuras dos guerreiros Z sem deixar de referenciar a obra clássica. Mesmo quando acreditamos que algo é totalmente novo na franquia, como Andróide 17 atacando com o clichê de esperar o adversário fazer sua transformação para depois atacar, lembramos que, no passado, Majin Boo fez o mesmo com Gotenks.

Para quem gosta de Goku, Vegeta e companhia, vale a pena acompanhar o Super. Lembre-se que no Japão o anime é transmitido de manhã e, por isso, não verá lutas sangrentas ou Vegeta chamando demais personagens de “vermes desgraçados”.

A versão dublada finalmente começou a ser exibida no Brasil. Com críticas pontuais à música de abertura, que realmente não ficou boa, e algumas diferenças pequenas nas vozes, o anime segue com qualidade. Esse sucesso aumenta a expectativa de que o mangá, de mesmo nome, em breve chegue as bancas e livrarias brasileiras.


yuri soares

Jornalista. gosta mais de café e vinho do que gente. não tem nada preferido, mas aprecia The Beatles e cultura japonesa de maneira especial.

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