Taylor à luz do dia

Taylor à Luz Do Dia
[tempo de leitura: 4 minutos]

Taylor Swift deixa sua era “reputation” de lado e adota, com “Lover”, um lado de inteira positividade e de muito amor.


Na era das redes sociais, o lançamento de um álbum não é mais apenas uma data. Artistas tem usado sua criatividade para criar expectativa e transformar suas novas músicas em um evento. Mas provavelmente ninguém faz isso melhor que Taylor Swift.

 

A Nova Era

Depois da era reputation, fase da carreira da norte americana marcada pela estética escura, decorada por cobras e que contou com músicas cheias de indiretas e promessas de vingança, em fevereiro desse ano as postagens da estrela começaram a ganhar um ar mais suave. Tudo isso se tratava do início da divulgação do sétimo álbum de estúdio de Taylor Swift.

Durante muitos meses, a artista entregou aos fãs pequenas pistas escondidas em fotos do Instagram e trechos de entrevistas do que estava por vir. Para encontrar todas, seus fiéis seguidores teriam que fazer um trabalho digno de Sherlock Holmes.

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Finalmente, em abril desse ano, Taylor Swift colocou fim ao mistério e lançou o primeiro single da sua nova era. A alegre faixa Me! conta com a participação do vocalista da banda Panic! At The Disco, Brendon Urie, e veio acompanhada de um clipe que marcou o tom do que estava por vir. Logo na primeira cena vemos uma cobra (símbolo que a cantora se apropriou após sofrer ataques nas redes sociais) se transformando em borboletas, um sinal de que toda a negatividade estava sendo deixada para trás.

Logo em seguida foi anunciado que o novo compilado da cantora e compositora vencedora de 10 Grammys se chamaria Lover.

You Need To Calm Down, o segundo single do álbum chegou ao público em junho, aproveitando o mês do Orgulho LGBTQIAP+. Tanto a letra da canção quanto o clipe mostram o comprometimento de Taylor Swift em usar da sua nova fase para propagar positividade e amor, em todas as suas formas. Contando com a participação especial de vários artistas da comunidade, como Ellen DeGeneres, RuPaul e o elenco de Queer Eye, o vídeo se encerra com o link de uma petição pela igualdade, que Swift incentiva seus expectadores a assinar.

E, para completar, temos uma aparição de Katy Perry. Para quem não é muito ligado ao mundo da música pop, ambas protagonizaram um dos maiores desafetos da indústria musical na última década. O vídeo, seguindo a vibe da nova era, marca a reconciliação entre as duas estrelas.

Enfim, no dia 23 de agosto, depois de uma longa espera por parte dos fãs, Lover chegou aos nossos ouvidos.

 

Lover

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O álbum, que conta com 18 faixas, começa com I Forgot That You Existed. A canção fecha o capítulo anterior da carreira da artista enquanto ela canta “Eu esqueci que você existia / Não é amor, não é ódio, é apenas indiferença” em uma melodia alegre, que realmente passa a impressão de superação. É uma mensagem para todos aqueles que a atacaram nos últimos anos. Daqui pra frente Taylor será apenas uma amante, sem espaço para ódio.

Taylor Swift define o Lover como “uma carta de amor para o amor — em todos os seus aspectos”. Faixas como Cruel Summer e I Think He Knows evidenciam o aspecto da paixão arrebatadora, com uma sonoridade que remete ao trabalho da cantora no álbum 1989, que marcou sua entrada oficial na música pop. Já a canção Lover, que dá nome ao disco, e Cornelia Street, são baladas sobre um amor verdadeiro e duradouro (na letra da primeira, Taylor parece estar fazendo seus votos de casamento, criando especulações sobre o status do seu relacionamento com o ator britânico Joe Alwyn) e ambas ecoam o estilo country que consagrou a artista.

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Mas como nem tudo são flores, em Death By a Thousand Cuts, False God e Afterglow, a cantora foca nos problemas e corações partidos que também existem no paraíso dos amantes. Porém, o aspecto mais triste e emocionante do álbum fica por conta da faixa que conta com a participação do trio country americano Dixie Chicks, Soon You’ll Get Better. A canção, composta por Taylor, é dedicada a sua mãe, que enfrenta uma luta contra o câncer nos últimos anos.

Depois de muitos anos escolhendo não opinar publicamente sobre política, Lover marca a primeira vez que Taylor Swift usa sua arte para falar sobre o assunto. Além de seu ato pela igualdade em You Need To Calm Down, em The Man ela evidencia sua visão feminista, denunciando os diferentes padrões de gênero na sociedade que foram aplicados a ela durante toda a sua carreira. Em Miss Americana And The Heartbreak Prince, Taylor usa a metáfora de um colégio de ensino médio para narrar sua experiência e decepção com o atual governo dos Estados Unidos, uma vez que a própria sempre foi considerada um símbolo da cultura americana.

Daylight é a canção que encerra perfeitamente o álbum. Nela, Taylor Swift fala que a partir de agora só vê a luz do dia, deixando as polêmicas que protagonizou nos últimos anos para trás. “Eu quero ser definida pelas coisas que eu amo, não pelas coisas que eu odeio” é a reflexão final que a artista deixa. Uma mensagem que com certeza é extremamente necessária nos dias de hoje.


PLAYLIST

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stephanie torres

22 anos e formada em Jornalismo. assiste mais Séries do que deveria, lê menos Livros do que gostaria, finge que a vida é um Filme e ouve Música como trilha sonora (especialmente Taylor Swift)

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