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Às vezes estar morto é melhor”. Essa é a principal mensagem de Cemitério Maldito, dirigido por Kevin Kölsch e Dennis Widmyer. Contudo, diferentemente das personagens que permeiam o filme e que demoram para entender a premissa, o trabalho dos diretores faz com que o reboot do filme de 1989 tenha personalidade e comprove que nesse caso foi melhor trazer a franquia de volta a vida.

A história começa quando Louis (Jason Clarke) e Rachel (Amy Seimetz), junto aos filhos Ellie (Jeté Laurence) e Gage (interpretado pelos gêmeos Lucas e Hugo Lavoie), mudam de Boston para Ludlow para terem uma vida melhor. Como espera-se de um bom filme de terror, a casa nova não é um lugar tão feliz assim. No terreno onde foi construída, fica um antigo cemitério, cujas terras são amaldiçoadas, o que causa graves consequências para a família. Quando o gato de sua filha morre, Louis decide enterrá-lo, com a ajuda do seu vizinho Judd (John Lithgow), no cemitério que é capaz de trazer o ser de volta. Contudo, ao retornar, o gato Church não é mais o mesmo e coisas bem bizarras começam a acontecer.

Enquanto o animal de Ellie passa a ter comportamentos bem esquisitos, Louis e Rachel também são assombrados com a morte. Louis, um médico, começa a ter visão de um paciente que não conseguiu salvar. Rachel, por outro lado, é atormentada pela morte de sua irmã mais velha, que faleceu quando ela ainda era criança.

Cemitério Maldito é uma adaptação do livro homônimo de Stephen King, o que por si só já garante uma história bem elaborada e sem muitas respostas para seus enigmas. Toda a trama do cemitério e o retorno à vida (mas nem tão vivo assim) é bem interessante, com o local sendo construído com uma clima aterrorizante que já garante bons arrepios. Contudo, ainda que a história seja boa, o cemitério e suas maldições não têm tanta relação com as mortes do paciente e da irmã de fulana, de modo que esses dois fatos ficam bastante jogados na narrativa. Ainda assim, a trama é bem envolvente.

A atriz responsável pela interpretação de Ellie merece destaque; Jeté Laurence passa de garotinha meiga para uma pessoa um tanto quanto assustadora. Porém, nada se comparada com Church “voltando à vida”, sendo ele o verdadeiro responsável por dar o terror do filme. Segundo a produção, foram usados quatro gatos, treinados de maneiras diferentes, para que o personagem existisse.

O reboot de Cemitério Maldito garante alguns bons sustos e tem um contexto sombrio, sendo uma boa escolha para quem gosta do gênero. Não é clichê e seu final é um tanto quanto inesperado, bem do jeito que um bom terror deve ser. Uma boa escolha para quem quer sentir arrepios na espinha e concorda que a morte deve ser deixada como ela é.

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